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Ronco e Apneia do Sono

Dr. Luiz Vicente Rizzo Castanheira
Revisado por Dr. Luiz Vicente Rizzo CastanheiraOtorrinolaringologista · CRM/SP 136026 · RQE 37087 · Atualizado em julho de 2026

O ronco é caracterizado como o ruído causado pelo turbilhonamento do ar e vibração de estruturas na via aérea superior. Quando acompanhado de pausas respiratórias durante o sono, pode configurar a apneia obstrutiva do sono, uma condição que vai além do incômodo e traz riscos reais à saúde.

Causas

O barulho pode ter origem no nariz, quando este apresenta algum fator obstrutivo como:

Ilustração dos fatores obstrutivos nasais que podem causar o ronco: aumento das conchas nasais, desvio de septo, pólipo nasal e aumento da adenoide

No caso de origem na garganta, outros fatores podem gerar o ruído como:

  • Palato mole mais baixo que vibra;
  • Alterações dos ossos da face;
  • Fatores que podem reduzir o calibre da via aérea, como aumento das amígdalas e obesidade;
  • Fatores que geram relaxamento da musculatura, como consumo de álcool ou sedativos e alterações hormonais.

Sintomas

O ronco por si, sem apneia do sono, gera desconforto aos pacientes que têm acompanhantes que dormem próximo, porém não traz riscos à saúde (nesse caso é denominado ronco primário). Na maioria dos casos o barulho é acompanhado por diminuição do fluxo de ar inspirado (hipopneia) ou pausas respiratórias (apneia), e estes sim podem aumentar o risco de eventos cardiovasculares como infartos e AVC e causar diversas alterações no sono, como:

  • Sonolência excessiva diurna;
  • Cansaço ao acordar, mesmo após uma noite completa de sono;
  • Dificuldade de concentração e memória;
  • Despertares frequentes ou sensação de engasgo durante a noite;
  • Dor de cabeça matinal.

As doenças obstrutivas do sono devem ser avaliadas individualmente pelo médico otorrinolaringologista para tratamento.

Diagnóstico

A avaliação começa com exame físico e endoscopia nasal, que permitem identificar os fatores obstrutivos no nariz e na garganta responsáveis pelo ronco. Para confirmar a apneia do sono e definir sua gravidade, o exame padrão é a polissonografia (estudo do sono), que registra o fluxo respiratório, o oxigênio no sangue e a quantidade de pausas respiratórias durante a noite. É esse exame que orienta a escolha do tratamento mais adequado para cada paciente.

Tratamento

O ronco e a apneia e hipopneia podem ser tratados com medidas clínicas direcionadas para o fator causal, como redução de peso e medidas ambientais, como cessar abuso de bebida alcoólica ou suspensão do uso de determinados medicamentos. Porém, em alguns casos, podem ser necessárias outras medidas terapêuticas. Dentre os principais métodos de controle de ronco e apneia temos:

1- Uso de Aparelho Intra-oral, uma placa que fica em contato com as arcadas dentárias superior e inferior e que proporciona um avanço da mandíbula em relação à maxila, aumentando o espaço para passagem do ar na região posterior à língua.

Ilustração do aparelho intra-oral usado no tratamento do ronco e da apneia do sono

O aparelho normalmente é indicado para pacientes com níveis de apneia mais leves, com grau de obstrução menor.

2- Uvulopalatofaringoplastia (cirurgia do ronco): essa cirurgia está indicada para pacientes com apneia do sono que apresentam uma queda mais significativa do palato com ronco e/ou pacientes que possuem aumento do volume das amígdalas com boa abertura de boca, porém sem obesidade importante.

Ilustração da cirurgia de uvulopalatofaringoplastia (UPPP) para tratamento do ronco e da apneia

Nessa cirurgia são removidas as amígdalas e realiza-se uma abertura da musculatura do fundo da garganta através de pontos, aumentando-se a passagem de ar durante o sono. Quanto maior o tamanho das amígdalas, mais eficaz é o procedimento. Ele traz a vantagem de ser um tratamento definitivo se bem indicado, porém a desvantagem de dor intensa no pós-operatório pelo período médio de 10 dias.

3- CPAP ou aparelho para apneia: esse é o tratamento padrão ouro para ronco, apneia e hipopneia, pois funciona para praticamente todos os casos. Consiste em um aparelho conectado a uma máscara nasal que faz uma pressão positiva na via aérea, reduzindo a sua resistência.

Ilustração do aparelho de CPAP utilizado no tratamento de ronco e apneia do sono

O CPAP evoluiu significativamente nos últimos anos e tem-se tornado cada vez mais confortável. Ele tem como vantagem o alto índice de sucesso de tratamento, porém a desvantagem de ser menos prático, pois deve ser usado sempre, mesmo durante cochilos durante o dia e viagens.

Está com esses sintomas? Agende uma avaliação com o Dr. Luiz Castanheira.

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Recuperação

A recuperação varia de acordo com o tratamento escolhido. O aparelho intra-oral e o CPAP não envolvem cirurgia, exigindo apenas um período de adaptação ao uso contínuo. Já a uvulopalatofaringoplastia é uma cirurgia com pós-operatório mais desconfortável: dor de garganta intensa é esperada por cerca de 10 dias, controlada com analgésicos, sendo recomendada dieta pastosa e hidratação nesse período.

Independentemente do tratamento escolhido, o acompanhamento com o médico otorrinolaringologista é importante para avaliar a resposta e ajustar a conduta quando necessário.

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Mitos e verdades

✗ Mito

“Roncar alto é sinal de sono profundo”

O ronco indica resistência à passagem do ar na via aérea — o oposto de um sono tranquilo. Quem ronca alto frequentemente tem sono fragmentado e pode ter apneia sem saber, acordando cansado mesmo após uma noite inteira de sono.

✗ Mito

“Apneia do sono é problema só de gente mais velha ou acima do peso”

Pessoas magras e jovens também têm apneia — por desvio de septo, aumento das amígdalas, alterações da face ou do palato. Em crianças, a causa mais comum é o aumento da adenoide e das amígdalas, e merece atenção dos pais.

✓ Verdade

“Criança que ronca toda noite deve ser avaliada”

Ronco frequente em criança não é normal: costuma indicar obstrução por adenoide ou amígdalas aumentadas, e pode afetar o sono, o comportamento e até o desenvolvimento. A avaliação com otorrinolaringologista é simples e esclarece a causa.

✗ Mito

“Dormir de lado cura a apneia do sono”

A posição pode reduzir o ronco e a apneia em alguns casos leves e posicionais, mas não trata a causa da obstrução. Quem tem sinais de apneia precisa de avaliação e, muitas vezes, de polissonografia para definir o tratamento adequado.

✗ Mito

“Uma bebida alcoólica antes de dormir ajuda a dormir melhor”

O álcool relaxa a musculatura da garganta e piora o ronco e a apneia, além de fragmentar o sono na segunda metade da noite. Para quem ronca, evitar álcool à noite costuma trazer melhora perceptível.

Perguntas Frequentes

Ronco sem apneia é perigoso?

O ronco primário, sem pausas respiratórias (apneia) associadas, não traz riscos à saúde, apenas o desconforto de quem dorme próximo. O risco cardiovascular está associado às pausas respiratórias e à queda de oxigênio no sangue, presentes na apneia do sono.

Como é feito o diagnóstico da apneia do sono?

O diagnóstico é feito com exame físico e endoscopia nasal para identificar os fatores obstrutivos, associados à polissonografia (estudo do sono), exame que confirma a presença de apneia e define sua gravidade.

Qual o melhor tratamento para ronco e apneia: aparelho intra-oral, cirurgia ou CPAP?

Depende do grau de apneia e do fator causal identificado no exame. O aparelho intra-oral costuma ser indicado para casos mais leves, o CPAP é o tratamento padrão ouro por funcionar na grande maioria dos casos, e a cirurgia (uvulopalatofaringoplastia) é indicada para pacientes selecionados com queda significativa do palato ou aumento das amígdalas.

A cirurgia de ronco (uvulopalatofaringoplastia) dói muito?

Sim, é esperada uma dor de garganta intensa por cerca de 10 dias no pós-operatório, controlada com analgésicos. Em compensação, quando bem indicada, é um tratamento definitivo para o ronco e a apneia.

Quem usa CPAP precisa usar para sempre?

Sim, o CPAP trata a apneia enquanto está em uso, mas não é uma cura definitiva como a cirurgia — por isso deve ser usado todas as noites, inclusive em cochilos e viagens, para manter os benefícios do tratamento.

Depoimentos

Quem foi atendido, recomenda

Primamos pela excelência no suporte a todas as demandas dos pacientes, no consultório e no acompanhamento pré e pós-operatório.

★★★★★
Mais de 900 avaliações 5 estrelas no Doctoralia, o maior site de consultas do país
★★★★★

Gostaria de expressar minha imensa satisfação com o atendimento prestado pelo Dr. Luiz Vicente Rizzo Castanheira. Já realizei cirurgias no nariz com ele, e o resultado foi excelente! Desde a primeira consulta, ele demonstrou extrema competência, paciência e atenção aos detalhes, sempre explicando todo o processo de forma clara e acolhedora. A cirurgia foi um sucesso, e o pós-operatório ocorreu sem nenhuma complicação. Recomendo o Dr. Luiz de olhos fechados para quem busca um profissional dedicado e experiente.

IC
Igor ChavesOpinião verificada · jan/2025
★★★★★

Dr Luiz Vicente é um médico diferenciado. Muito calmo, ele realmente cuida dos pacientes. Fiz o tratamento e a cirurgia de desvio de septo com ele. Desde a primeira consulta, até as consultas do pós operatório ele sempre foi muito atencioso e preocupado com a melhora e bem estar dos pacientes. Indico ele de olhos fechados. Muito obrigado Dr. Luiz.

FD
Felipe DelgadoConsulta verificada · jul/2024
★★★★★

O dr. Luiz foi um verdadeiro achado para a minha família. Ele cuidou da minha filha depois de muitas otites seguidas, a operou e está fazendo um pós-operatório maravilhoso. Sempre muito atencioso, detalhista, cuidadoso e tem um jeito incrível com as crianças. Eu recomendo ele demais!

MS
Mariana ScarfoniConsulta verificada · fev/2025
★★★★★

Eu gostaria que todos tivessem a mesma oportunidade que tive, de serem atendidos por este profissional. Atencioso, competente e humano. Dr Luiz curou com muita assertividade um problema de saúde que tinha com muita frequência, que outros médicos encaminharam para cirurgia, mas que ele resolveu com atenção e muito cuidado. Curou meu esposo e também tratou minha filha, com total competência. Sempre indico o Dr Luiz para quem precisa.

RA
Renata AlencarOpinião verificada · ago/2024
★★★★★

Atendimento além de excelente! O Dr. Luiz não só me tranquilizou como também sanou minhas dúvidas de forma calma e atenciosa. Tirou meu medo e foi muito respeitoso. Além disso, a avaliação foi perfeita! Sempre que eu precisar de um Otorrino, tenho certeza de quem eu irei procurar! Nota 1000

AB
Andrey B.Consulta verificada · fev/2025
★★★★★

Atendimento extremamente cordial desde a recepção, o Dr. Luiz além de muito simpático é atencioso durante toda a consulta, explicando o diagnóstico e a medicação com muita atenção. O tratamento está sendo eficaz, sem dúvida recomendo o profissional.

A
AdaianaConsulta verificada · jul/2024
★★★★★

Médico muito atencioso, ele sabia exatamente o que eu estava sentindo! Calmo e sabe o que faz! Atendeu minha filha junto comigo, deu a maior atenção pra ela! Recomendo demais! Voltarei

J
JoiceConsulta verificada · jul/2024
★★★★★

O Dr. Luiz Vicente é um excelente profissional. Mesmo estando em outra cidade, o teleatendimento resolveu todos os meus sintomas, e dessa vez não foi necessário me deslocar até o consultório para uma avaliação presencial. Gostei muito da sugestão de uma avaliação presencial caso houvesse piora. Recomendo muito a consulta!

MA
Maria Alice BorgesConsulta verificada · jul/2024
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