O septo nasal é a estrutura que divide os dois lados da cavidade nasal. Ele é formado por três ossos e uma cartilagem (ossos crista maxilar, lâmina perpendicular do etmoide e vômer, associados à cartilagem septal quadrangular).

Causas
Normalmente, ao nascimento e no início da infância, o septo é completamente reto e divide as duas cavidades por igual. Porém, durante o crescimento e desenvolvimento da face, podem ocorrer tortuosidades — principalmente nas áreas de conexão entre as estruturas do septo. Essas alterações fazem com que as cavidades nasais fiquem com tamanhos diferentes, o que pode gerar obstrução nasal.
Além da causa relacionada ao crescimento e desenvolvimento facial, o desvio de septo também pode ser causado por traumas nasais — quedas, acidentes ou pancadas na infância, adolescência ou vida adulta, inclusive alguns que ocorreram há muitos anos e passaram despercebidos na época. Nesses casos, o septo se desvia devido à fratura ou luxação das estruturas ósseas e cartilaginosas que o compõem.

Sintomas
Tortuosidades leves do septo nasal são extremamente comuns e normalmente não geram sintomas importantes. No entanto, em alguns casos, podem causar:
- Obstrução nasal que pode dificultar a respiração e a prática de atividades físicas;
- Obstrução das vias de drenagem dos seios da face, gerando episódios recorrentes de sinusites;
- Roncos noturnos;
- Sangramentos nasais recorrentes;
- Diminuição do olfato;
- Dores de cabeça.
Caso algum desses sintomas esteja presente, é recomendada a avaliação com um médico otorrinolaringologista.
Diagnóstico
O diagnóstico do desvio de septo nasal é feito por meio de exame físico e endoscopia nasal, que permite visualizar diretamente a cavidade nasal com o auxílio de uma câmera. Em alguns casos, principalmente quando há suspeita de comprometimento associado dos seios da face, pode ser solicitada uma tomografia computadorizada para complementar a avaliação e auxiliar no planejamento cirúrgico.
Tratamento
Desvios leves e sem sintomas relevantes não necessitam de tratamento específico, apenas acompanhamento.
Quando o desvio de septo é sintomático e compromete a qualidade de vida do paciente, o tratamento definitivo é cirúrgico. Realiza-se um procedimento em centro cirúrgico sob anestesia geral, com o auxílio de vídeo e ótica, feito apenas por dentro das narinas, sem necessidade de incisão externa na pele. Em média, cerca de seis horas após a cirurgia o paciente recebe alta, não sendo necessária internação prolongada.
O septo é fixado internamente com sutura de fio absorvível, técnica que dispensa o uso de tampão nasal e de splint (tala) — tornando o pós-operatório mais confortável e sem necessidade de remover esses materiais posteriormente em consultório.

Está com esses sintomas? Agende uma avaliação com o Dr. Luiz Castanheira.
Agendar pelo WhatsAppRecuperação
A recuperação costuma ser tranquila. É possível retornar ao trabalho remoto em 1 a 2 dias após o procedimento, e presencialmente após cerca de 5 dias. Por ser uma cirurgia realizada inteiramente por dentro do nariz, não há hematomas nem inchaços aparentes no rosto. A restrição à exposição solar prolongada e à prática de atividades físicas deve ser mantida por 3 a 4 semanas.
Agendamento
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Mitos e verdades
“A cirurgia de desvio de septo deixa o rosto roxo e inchado”
Essa é uma confusão com a rinoplastia estética. A septoplastia é realizada inteiramente por dentro das narinas, com auxílio de vídeo, sem nenhum corte externo na pele — por isso não causa hematomas nem inchaço visíveis no rosto.
“A cirurgia de desvio de septo muda o formato do nariz”
A septoplastia é uma cirurgia funcional: corrige a parte interna do septo para melhorar a respiração, preservando o formato externo do nariz. Quem deseja alteração estética precisa de outro procedimento (rinoplastia), que pode ou não ser combinado.
“Nem todo desvio de septo precisa de cirurgia”
Tortuosidades leves do septo são extremamente comuns e, quando não causam sintomas relevantes, exigem apenas acompanhamento. A cirurgia é indicada quando o desvio compromete a respiração e a qualidade de vida do paciente.
“Só quem quebrou o nariz tem desvio de septo”
A maioria dos desvios surge durante o próprio crescimento e desenvolvimento da face, sem qualquer trauma. Muitas pessoas descartam o diagnóstico porque 'nunca bateram o nariz' — e convivem anos com obstrução que tem tratamento.
“Respirar mal pelo nariz é normal, é só se acostumar”
Obstrução nasal crônica não é normal: prejudica o sono, o rendimento físico e a qualidade de vida, além de favorecer ronco e sinusites de repetição. Quem respira mal pelo nariz deve passar por avaliação — muitas vezes há causa tratável.
Perguntas Frequentes
Desvio de septo nasal tem cura sem cirurgia?
Não. Medidas clínicas como lavagem nasal e corticoide tópico ajudam a controlar sintomas associados, como a inflamação da mucosa, mas não corrigem o desvio estrutural do septo. Quando o desvio é sintomático, a cirurgia é o único tratamento definitivo.
É preciso usar tampão ou splint nasal depois da cirurgia?
Na técnica utilizada pelo Dr. Luiz, não. O septo é fixado internamente com sutura com fio absorvível, o que dispensa o uso de tampão nasal e de splint (tala). Isso torna o pós-operatório mais confortável, sem a necessidade de remoção posterior desses materiais em consultório.
A cirurgia de desvio de septo dói muito?
O procedimento é feito sob anestesia geral e o desconforto no pós-operatório costuma ser leve a moderado, controlado com analgésicos comuns. Como não há incisões externas na pele, não há formação de hematomas ou inchaços visíveis no rosto.
O desvio de septo pode voltar depois de operado?
É incomum, mas alterações cicatriciais ou um novo trauma nasal podem eventualmente causar um novo desvio. Na grande maioria dos casos, o resultado da cirurgia é definitivo.
Quanto tempo dura a cirurgia de desvio de septo?
O procedimento geralmente dura entre 40 minutos e 1h30, variando de acordo com a complexidade do desvio, e o paciente recebe alta no mesmo dia, em média seis horas depois.
Já tem indicação de cirurgia? O que esperar da septoplastia
Para quem já recebeu a indicação e está decidindo, estas são as respostas práticas — prazos e cuidados gerais, que o Dr. Luiz ajusta caso a caso na consulta.
Preciso ficar internado? Como é a anestesia?
A septoplastia é feita em centro cirúrgico, sob anestesia geral, e a alta costuma acontecer no mesmo dia — em média cerca de 6 horas após a cirurgia, sem internação prolongada. Quando há hipertrofia dos cornetos associada, a correção é feita no mesmo procedimento, sob a mesma anestesia, e os cuidados do pós-operatório são os mesmos. O hospital é definido junto com o paciente entre os que o Dr. Luiz atua. Ver os hospitais
Quantos dias fico afastado do trabalho?
Em geral, o trabalho remoto pode ser retomado após 2 dias e o trabalho presencial após 5 dias. Atividade física e exposição prolongada ao sol ficam suspensas por 30 dias, pelo risco de sangramento.
O que é normal nos primeiros dias?
Pequena saída de sangue ou de secreção sanguinolenta por cerca de 2 dias, diminuindo até parar. Apesar de a respiração melhorar já ao final da cirurgia, é comum o nariz voltar a ficar obstruído por crostas e secreção por cerca de 2 semanas. Dor de cabeça leve e pressão na face são comuns e costumam ser bem controladas com os analgésicos prescritos; um mau cheiro no nariz pode aparecer perto da terceira semana e faz parte da cicatrização.
Quais são os cuidados que fazem diferença?
Não assoar o nariz em nenhum momento nas primeiras semanas — a crosta de cicatrização pode se soltar cedo e sangrar — e lavar o nariz com soro de hora em hora enquanto estiver acordado. Não há restrição de tipo ou consistência de alimento, mas deve-se evitar o que for muito quente, tanto a comida quanto o banho.
Quando é o retorno e quando a respiração "assenta"?
O primeiro retorno é feito em até 1 semana da cirurgia. A melhora definitiva da respiração se consolida conforme as crostas saem, ao longo das primeiras semanas; por volta da quarta semana a respiração costuma estar bem melhor.
Como funciona o custo?
O atendimento é particular, com emissão de recibo para reembolso junto ao plano de saúde. O planejamento — hospital, equipe e o que está incluído — é definido na consulta, depois da avaliação.
Sou de fora de São Paulo. Dá para começar a distância?
Sim: a avaliação inicial pode ser feita por teleconsulta, com os exames já realizados, e a viagem é organizada com o planejamento definido. Como funciona a teleconsulta