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Otites Externa e Média

Dr. Luiz Vicente Rizzo Castanheira
Revisado por Dr. Luiz Vicente Rizzo CastanheiraOtorrinolaringologista · CRM/SP 136026 · RQE 37087 · Atualizado em julho de 2026

A orelha humana é dividida em 3 partes: orelha externa, média e interna.

A orelha externa engloba o pavilhão auricular e o canal auditivo e é responsável pela captação do som.

A membrana do tímpano é a estrutura que divide a orelha externa da orelha média, que é formada principalmente pela cadeia de ossículos (martelo, bigorna e estribo) e pela cavidade timpânica. Sua função é transmitir e amplificar a energia sonora captada pela orelha externa.

A orelha interna é onde se localiza a cóclea, responsável pela transformação da energia sonora em impulsos elétricos que são transmitidos ao cérebro para gerar a percepção do som.

Ilustração anatômica da orelha, mostrando a divisão em orelha externa, orelha média e orelha interna

As otites são inflamações ou infecções da orelha e acometem mais frequentemente as orelhas externa e média.

Causas

Otite Externa

A otite externa é a infecção do pavilhão ou do canal auditivo. Existem fatores que predispõem a essa infecção, principalmente o contato prolongado com água ou a manipulação externa, mais comumente feita com hastes flexíveis. A manipulação da pele da orelha externa pode quebrar sua barreira de proteção, favorecendo a contaminação.

Ilustração de otite externa, com o canal auditivo inflamado e a membrana timpânica íntegra

Otite Média

A otite média é uma infecção ou inflamação da cavidade do tímpano e acomete mais frequentemente crianças. As otites médias mais comuns podem ou não ser infecciosas. A otite média infecciosa normalmente é secundária a uma infecção de via aérea que atinge a região pela tuba auditiva.

Ilustração de otite média aguda, com secreção purulenta na orelha média e membrana timpânica abaulada e inflamada

Otite Média Serosa ou Secretiva

A otite média não infecciosa, ou otite média serosa, é uma inflamação da cavidade timpânica normalmente secundária a uma obstrução da tuba auditiva, com consequente dificuldade em realizar a equalização de pressão da orelha média.

Ilustração comparando a anatomia normal e a hipertrofia da adenoide bloqueando a tuba auditiva
A hipertrofia (aumento) da adenoide é uma das causas mais comuns de obstrução da tuba auditiva em crianças: ao crescer, ela bloqueia o óstio faríngeo da tuba e impede a ventilação adequada da orelha média.

Quando a pressão da cavidade é menor que a pressão atmosférica, há a secreção de um líquido não infeccioso que gera sensação de ouvido tampado e diminuição da audição. A otite serosa é muito mais comum em crianças e pode ser causada após um quadro infeccioso ou pela obstrução mecânica da tuba auditiva, como no aumento da adenoide ou na rinite alérgica descompensada.

Ilustração comparando um ouvido saudável e a otite média com efusão, com a tuba auditiva bloqueada
Com a tuba auditiva bloqueada, a orelha média deixa de ventilar e drenar, levando ao acúmulo de fluido (efusão) e ao abaulamento do tímpano — o que caracteriza a otite média serosa.

Sintomas

Os sintomas mais comuns da otite externa são sensação de ouvido tampado e dor, que pode ser muito intensa e irradiar para outros locais.

Na otite média, os sintomas mais comuns também são dor e sensação de ouvido tampado. Já na otite serosa, por não ser infecciosa, a dor costuma ser leve ou ausente, predominando a sensação de ouvido tampado e a diminuição da audição.

Diagnóstico

O diagnóstico das otites é feito principalmente por otoscopia, exame que permite visualizar diretamente o canal auditivo e a membrana timpânica. Em casos de otite serosa ou de suspeita de perda auditiva associada, pode ser solicitada uma audiometria para avaliar o grau de comprometimento da audição.

Tratamento

O tratamento da otite externa normalmente é feito com o uso de medicamentos tópicos e analgésicos, além de proteção do contato com água e cessação da manipulação local.

Na otite média, no caso de infecções virais, a doença é autolimitada e medicamentos sintomáticos são usados para controle. Em infecções bacterianas, normalmente é necessário o uso de antibióticos.

A otite serosa, quando sem resposta a tratamento medicamentoso, pode necessitar de procedimento cirúrgico. A cirurgia consiste, na maior parte das vezes, na remoção da adenoide — causadora mais comum de obstrução da tuba auditiva — associada à colocação do tubo de ventilação na membrana do tímpano.

Ilustração do tubo de ventilação colocado na membrana timpânica para tratamento da otite serosa

A cirurgia do tubo de ventilação é feita com uma pequena incisão no tímpano, aspiração do líquido presente na cavidade timpânica e colocação do tubo no local da incisão. O objetivo desse procedimento é equalizar a pressão da cavidade timpânica com a pressão atmosférica através da abertura do tubo, até a tuba auditiva retornar ao seu funcionamento adequado.

Ilustração dos passos da miringotomia: incisão na membrana timpânica, drenagem da efusão e inserção do tubo de ventilação

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Recuperação

O pós-operatório da colocação do tubo de ventilação é bem tranquilo. Não há dor local, porém deve-se proteger as orelhas do contato com a água para evitar sua entrada na cavidade timpânica, já que isso pode favorecer otites infecciosas. O tubo de ventilação é expelido pelo organismo em média entre 6 meses e 1 ano após o procedimento, e a abertura da membrana se fecha sozinha.

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Mitos e verdades

✗ Mito

“Cotonete é a forma certa de limpar o ouvido”

O cotonete empurra a cera para o fundo do canal, machuca a pele e favorece a otite externa. O ouvido tem limpeza natural — a cera protege o canal auditivo e migra sozinha para fora. Em caso de acúmulo, a remoção deve ser feita pelo médico.

✗ Mito

“Entrou água no ouvido, vai inflamar”

Em ouvidos saudáveis, a água que entra escorre e evapora sem causar problema. O risco aumenta quando há manipulação do canal, pele lesada ou exposição muito prolongada — por isso a otite externa é comum em quem usa cotonete ou passa horas na água.

✓ Verdade

“Avião e mergulho podem piorar a dor de ouvido”

As variações de pressão exigem que a tuba auditiva equalize a orelha média. Quando ela está obstruída — como em gripes, rinites ou otites —, a pressão não equaliza e a dor pode ser intensa. Em crise de ouvido, vale reavaliar voos e mergulhos.

✗ Mito

“Pingar remédio caseiro no ouvido resolve a dor”

Azeite morno, chás e gotas caseiras podem mascarar a evolução da infecção e são perigosos se houver perfuração do tímpano. Nada deve ser pingado no ouvido sem avaliação médica — a causa da dor precisa ser identificada primeiro.

✗ Mito

“Frio e vento no ouvido causam otite”

A otite média não vem do vento ou do frio direto no ouvido: ela é consequência de infecções da via aérea que chegam à orelha média pela tuba auditiva. A associação com o inverno existe porque gripes e resfriados são mais comuns nessa época — proteger o ouvido do vento não previne otite.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre otite externa e otite média?

A otite externa é uma infecção do pavilhão ou do canal auditivo, geralmente ligada ao contato com água ou manipulação local. A otite média é uma infecção ou inflamação da cavidade do tímpano, mais comum em crianças e frequentemente associada a infecções da via aérea.

Otite sempre precisa de antibiótico?

Não. Quando a otite média é causada por vírus, a doença costuma ser autolimitada e tratada apenas com medicamentos sintomáticos. Antibióticos são indicados principalmente nos casos de infecção bacteriana.

Quando a otite serosa precisa de cirurgia?

Quando não há resposta ao tratamento medicamentoso. Nesses casos, a cirurgia geralmente envolve a remoção da adenoide, causa mais comum de obstrução da tuba auditiva, associada à colocação do tubo de ventilação no tímpano.

Como é a recuperação da cirurgia do tubo de ventilação?

É um pós-operatório tranquilo, sem dor local. O principal cuidado é proteger as orelhas do contato com água. O tubo costuma ser expelido naturalmente entre 6 meses e 1 ano após o procedimento.

Otite serosa em crianças pode afetar a audição?

Sim, o acúmulo de secreção na cavidade timpânica pode causar diminuição temporária da audição. Por isso, quando persistente, deve ser avaliada e tratada para não impactar o desenvolvimento da criança.

Depoimentos

Quem foi atendido, recomenda

Primamos pela excelência no suporte a todas as demandas dos pacientes, no consultório e no acompanhamento pré e pós-operatório.

★★★★★
Mais de 900 avaliações 5 estrelas no Doctoralia, o maior site de consultas do país
★★★★★

Gostaria de expressar minha imensa satisfação com o atendimento prestado pelo Dr. Luiz Vicente Rizzo Castanheira. Já realizei cirurgias no nariz com ele, e o resultado foi excelente! Desde a primeira consulta, ele demonstrou extrema competência, paciência e atenção aos detalhes, sempre explicando todo o processo de forma clara e acolhedora. A cirurgia foi um sucesso, e o pós-operatório ocorreu sem nenhuma complicação. Recomendo o Dr. Luiz de olhos fechados para quem busca um profissional dedicado e experiente.

IC
Igor ChavesOpinião verificada · jan/2025
★★★★★

Dr Luiz Vicente é um médico diferenciado. Muito calmo, ele realmente cuida dos pacientes. Fiz o tratamento e a cirurgia de desvio de septo com ele. Desde a primeira consulta, até as consultas do pós operatório ele sempre foi muito atencioso e preocupado com a melhora e bem estar dos pacientes. Indico ele de olhos fechados. Muito obrigado Dr. Luiz.

FD
Felipe DelgadoConsulta verificada · jul/2024
★★★★★

O dr. Luiz foi um verdadeiro achado para a minha família. Ele cuidou da minha filha depois de muitas otites seguidas, a operou e está fazendo um pós-operatório maravilhoso. Sempre muito atencioso, detalhista, cuidadoso e tem um jeito incrível com as crianças. Eu recomendo ele demais!

MS
Mariana ScarfoniConsulta verificada · fev/2025
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Eu gostaria que todos tivessem a mesma oportunidade que tive, de serem atendidos por este profissional. Atencioso, competente e humano. Dr Luiz curou com muita assertividade um problema de saúde que tinha com muita frequência, que outros médicos encaminharam para cirurgia, mas que ele resolveu com atenção e muito cuidado. Curou meu esposo e também tratou minha filha, com total competência. Sempre indico o Dr Luiz para quem precisa.

RA
Renata AlencarOpinião verificada · ago/2024
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Atendimento além de excelente! O Dr. Luiz não só me tranquilizou como também sanou minhas dúvidas de forma calma e atenciosa. Tirou meu medo e foi muito respeitoso. Além disso, a avaliação foi perfeita! Sempre que eu precisar de um Otorrino, tenho certeza de quem eu irei procurar! Nota 1000

AB
Andrey B.Consulta verificada · fev/2025
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Atendimento extremamente cordial desde a recepção, o Dr. Luiz além de muito simpático é atencioso durante toda a consulta, explicando o diagnóstico e a medicação com muita atenção. O tratamento está sendo eficaz, sem dúvida recomendo o profissional.

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AdaianaConsulta verificada · jul/2024
★★★★★

Médico muito atencioso, ele sabia exatamente o que eu estava sentindo! Calmo e sabe o que faz! Atendeu minha filha junto comigo, deu a maior atenção pra ela! Recomendo demais! Voltarei

J
JoiceConsulta verificada · jul/2024
★★★★★

O Dr. Luiz Vicente é um excelente profissional. Mesmo estando em outra cidade, o teleatendimento resolveu todos os meus sintomas, e dessa vez não foi necessário me deslocar até o consultório para uma avaliação presencial. Gostei muito da sugestão de uma avaliação presencial caso houvesse piora. Recomendo muito a consulta!

MA
Maria Alice BorgesConsulta verificada · jul/2024
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