A cavidade nasal e os seios da face estão intimamente ligados a diversas estruturas da cabeça, por conta da posição central em que se encontram, como olhos, nervos, vasos importantes e a base do crânio, por exemplo.

A relação próxima entre essas estruturas faz com que doenças, infecções e traumatismos possam ocorrer concomitantemente entre elas. Além disso, doenças nesses locais podem se manifestar por sintomas nasais, como é o caso da fístula liquórica nasal.
A fístula liquórica nasal é uma comunicação entre alguma estrutura da cavidade nasal ou de algum seio da face com a base do crânio. Ela ocorre quando há a ruptura da meninge, que é a membrana que reveste o encéfalo e onde se encontra o líquor.
Causas
Causas de fístula liquórica podem incluir trauma, malformações ou tumorações. Em alguns casos, podem ocorrer de forma espontânea, com risco maior em mulheres a partir da 4ª década de vida e em pacientes obesos.
Sintomas
Os sintomas mais comuns são:
- Secreção nasal hialina (clara), normalmente de um lado só;
- Dores de cabeça;
- Náuseas e vômitos.
A comunicação na cavidade nasal pode fazer com que agentes infecciosos dessa região entrem pela meninge e pelo líquor, gerando episódios de meningite com potencial para infecções graves.
Diagnóstico
O diagnóstico da fístula liquórica pode ser feito por meio de exames de imagem, como tomografia computadorizada, ressonância magnética e cisternotomografia, além de exame endoscópico nasal e do exame específico de análise do líquido — de difícil disponibilidade no Brasil — a pesquisa de Beta 2 Transferrina.

Tratamento
O tratamento para a correção da fístula liquórica é cirúrgico. Realiza-se uma limpeza da região em torno da lesão e confecciona-se um retalho ou enxerto de mucosa para cobertura e fechamento da comunicação. Todo o procedimento é realizado por via nasal, com endoscópio, sendo raro, nos dias de hoje, a necessidade de abertura da calota craniana para o fechamento.
Está com esses sintomas? Agende uma avaliação com o Dr. Luiz Castanheira.
Agendar pelo WhatsAppRecuperação
Deve-se realizar repouso por alguns dias após o procedimento, evitando esforços que aumentem a pressão intracraniana, como espirros com força ou assoar o nariz, para garantir a boa cicatrização do retalho ou enxerto de mucosa.
Agendamento
Caso apresente algum dos sintomas descritos acima, procure um médico otorrinolaringologista. Quaisquer dúvidas ou avaliações, agende uma consulta com nossa equipe, será um prazer auxiliar!
Perguntas Frequentes
Fístula liquórica nasal é grave?
Sim, pois a comunicação entre a cavidade nasal e a base do crânio pode permitir a entrada de agentes infecciosos até a meninge e o líquor, com risco de meningite. Por isso o diagnóstico e tratamento precoces são importantes.
Como é feito o diagnóstico da fístula liquórica nasal?
Por meio de exames de imagem como tomografia computadorizada, ressonância magnética e cisternotomografia, além de endoscopia nasal e, quando disponível, o exame de Beta 2 Transferrina no líquido nasal.
O tratamento da fístula liquórica sempre precisa de cirurgia?
Sim, a correção é cirúrgica, feita por via nasal com endoscópio na grande maioria dos casos, com fechamento da comunicação através de um retalho ou enxerto de mucosa.
Quais os sintomas que podem indicar uma fístula liquórica nasal?
Secreção nasal clara (hialina) geralmente de um lado só, dores de cabeça e náuseas ou vômitos. Esses sintomas merecem avaliação de um otorrinolaringologista.