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Aumento de Adenoide e Amígdalas e Infecções de Repetição

Dr. Luiz Vicente Rizzo Castanheira
Revisado por Dr. Luiz Vicente Rizzo CastanheiraOtorrinolaringologista · CRM/SP 136026 · RQE 37087 · Atualizado em julho de 2026

A adenoide (ou tonsila faríngea) e as amígdalas palatinas (ou tonsilas palatinas) são tecidos linfoides (órgãos imunológicos) que fazem parte do anel linfático de Waldeyer. Os tecidos linfoides estão em toda a nossa faringe, porém, em determinados pontos, há a presença de estruturas denominadas tonsilas, que são divididas em tubáreas, faríngea, palatinas e linguais.

Ilustração anatômica das tonsilas (adenoide e amígdalas palatinas) no anel linfático de Waldeyer

Causas

Em determinados pacientes, normalmente na infância, quando há uma maior atividade desse tecido, pode haver um aumento dessas estruturas. As tonsilas palatinas e faríngea são as mais frequentemente acometidas.

Alguns pacientes, além de apresentarem aumento dessas estruturas, também sofrem com infecções bacterianas de repetição. Pode haver a formação de uma camada de bactérias conhecida como biofilme bacteriano sobre essas estruturas, gerando essa recorrência.

Sintomas

O aumento de cada uma dessas estruturas pode gerar sintomas distintos:

  • O aumento da tonsila faríngea (adenoide) pode gerar obstrução nasal, disfunções auditivas como otites e queda de audição, sinusites de repetição e alterações do sono;
  • O aumento das tonsilas palatinas (amígdalas) costuma gerar infecções de repetição e alterações do sono, como ronco e apneia do sono.

Diagnóstico

A avaliação é feita por meio de exame físico e endoscopia nasal, que permitem visualizar diretamente o tamanho da adenoide e das amígdalas e identificar sinais de infecção ou obstrução. O histórico de infecções de repetição, ronco, respiração bucal e alterações auditivas também é fundamental para definir a necessidade de tratamento.

Tratamento

Em alguns casos é possível a tentativa de tratamento medicamentoso apenas, porém, em outros, somente a remoção das tonsilas consegue eliminar essas bactérias.

As cirurgias de remoção da adenoide e das amígdalas são procedimentos extremamente prevalentes dentro da otorrinolaringologia. No passado eram realizadas sem muito critério, porém hoje temos indicações precisas para sua realização.

No caso da adenoide, realizamos sua remoção quando o seu aumento gera obstrução nasal com respiração pela boca, roncos noturnos, infecções bacterianas de repetição sem resposta ao uso de medicamentos e obstrução da tuba auditiva com consequente disfunção auditiva ou otites.

Ilustração da adenoide aumentada, localizada atrás da cavidade nasal

No caso das amígdalas, o procedimento é indicado quando seu aumento gera ronco e/ou apneia do sono, ou em casos de infecções bacterianas de repetição sem melhora com tratamento clínico, a fim de remover o biofilme de bactérias.

Ilustração das tonsilas palatinas (amígdalas) na cavidade oral

Uma das dúvidas mais comuns sobre esses procedimentos, mais frequentes em crianças, é um possível risco de aumento do número de infecções ou queda da imunidade quando essas estruturas são removidas. Diversos estudos sobre o tema foram feitos e verificou-se que não há nenhum prejuízo, pois o restante do tecido linfoide espalhado por toda a faringe e as outras estruturas do anel linfático de Waldeyer cumprem esse papel.

Está com esses sintomas? Agende uma avaliação com o Dr. Luiz Castanheira.

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Recuperação

A cirurgia de adenoide e amígdalas é realizada sob anestesia geral, com o paciente sedado o tempo todo. É um procedimento do tipo hospital-dia, em que a alta, na grande maioria das vezes, é feita no mesmo dia da internação. O maior risco, apesar de muito incomum, é sangramento, que em alguns casos pode necessitar de reabordagem para controle.

A recuperação varia bastante conforme a idade do paciente: quanto menor a idade, maior a chance de uma recuperação mais tranquila. A dor é o sintoma mais comum e é amenizada com o uso de analgésicos. Em crianças, o retorno às atividades escolares habituais se dá após 5 dias; em adultos, pela dor pós-operatória mais intensa, entre 7 e 10 dias.

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Quaisquer dúvidas ou avaliações, agende uma consulta com nossa equipe, será um prazer auxiliar!

Mitos e verdades

✗ Mito

“Anestesia geral é perigosa para crianças”

A anestesia pediátrica moderna é muito segura: o procedimento é curto, com monitorização contínua e avaliação pré-operatória completa. O risco de adiar uma cirurgia indicada — mantendo obstrução, apneia e infecções de repetição — costuma ser maior que o da anestesia.

✗ Mito

“As amígdalas voltam a crescer depois de retiradas”

As amígdalas palatinas removidas não voltam a crescer. A adenoide, quando operada em crianças muito novas, pode raramente apresentar recrescimento parcial — situação incomum e que nem sempre exige nova cirurgia.

✓ Verdade

“Criança que respira de boca aberta merece avaliação”

A respiração bucal constante não é um hábito inofensivo: costuma indicar obstrução nasal — muitas vezes por adenoide aumentada — e pode afetar o sono, a alimentação e o desenvolvimento facial. Quanto mais cedo a causa é identificada, melhor.

✗ Mito

“Toda dor de garganta é amigdalite e precisa de antibiótico”

A maioria das dores de garganta é causada por vírus e melhora sozinha em poucos dias. O antibiótico só é indicado nas infecções bacterianas — e o uso desnecessário favorece resistência e efeitos colaterais sem acelerar a melhora.

✗ Mito

“Depois de operar as amígdalas, a criança só pode comer sorvete”

Alimentos frios realmente ajudam no conforto nos primeiros dias, mas a dieta vai muito além do sorvete: alimentos pastosos e hidratação constante são o mais importante para uma boa recuperação.

Perguntas Frequentes

Remover a adenoide e as amígdalas reduz a imunidade da criança?

Não. Diversos estudos sobre o tema confirmam que não há prejuízo à imunidade, pois o restante do tecido linfoide espalhado por toda a faringe e as demais estruturas do anel linfático de Waldeyer cumprem esse papel.

Quando a cirurgia de adenoide é indicada?

Quando o aumento da adenoide gera obstrução nasal com respiração pela boca, roncos noturnos, infecções bacterianas de repetição sem resposta a medicamentos, ou obstrução da tuba auditiva com otites e queda de audição.

Quando a cirurgia de amígdalas é indicada?

Quando o aumento das amígdalas causa ronco e/ou apneia do sono, ou quando há infecções bacterianas de repetição sem melhora com tratamento clínico, situação em que é necessário remover o biofilme de bactérias formado sobre o tecido.

Como é a recuperação da cirurgia de adenoide e amígdalas?

É um procedimento tipo hospital-dia, com alta no mesmo dia na maioria dos casos. A dor é o sintoma mais comum, controlada com analgésicos. Crianças costumam retornar à escola em cerca de 5 dias; adultos, entre 7 e 10 dias, devido à dor pós-operatória mais intensa.

Infecções de garganta de repetição sempre precisam de cirurgia?

Não necessariamente. Em alguns casos o tratamento medicamentoso é suficiente. A cirurgia é indicada quando há formação de biofilme bacteriano sobre as tonsilas, que impede a resolução das infecções apenas com medicamentos.

Já tem indicação de cirurgia? O que esperar da cirurgia de adenoide e amígdalas

Para pais que já receberam a indicação — e para adultos que vão operar as amígdalas —, o que muda no dia a dia nas primeiras semanas.

Como é a anestesia e a internação?

Sob anestesia geral, em regime de hospital-dia: na grande maioria das vezes a alta é no mesmo dia. Ver os hospitais

O que a criança pode comer?

Dieta líquida e fria nos 2 primeiros dias — gelatina, sorvete, iogurte. A partir do terceiro dia, alimentos macios: arroz, feijão, carne moída, macarrão bem cozido.

Vi uma camada branca na garganta. É infecção?

Não. No local operado forma-se um tecido esbranquiçado de cicatrização, a fibrina. Parece pus, mas não é sinal de infecção.

Por que dói o ouvido se a cirurgia foi na garganta?

A dor da cicatrização da garganta irradia para os ouvidos, em pontadas intermitentes. É esperado.

Meu filho não quer comer. O que fazer?

Menos apetite e receio de engolir são normais pela dor, e alguma perda de peso é comum. O que não pode faltar é hidratação frequente: a desidratação piora o estado geral e intensifica a dor.

Quanto tempo de afastamento?

Escola: mínimo de 5 dias; atividade física intensa e exposição prolongada ao sol por 3 semanas. Em adultos que operam as amígdalas, a dor é mais intensa: afastamento do trabalho de 10 dias e restrição de esforço e sol por 30 dias.

Quando é o retorno?

Em até 1 semana da cirurgia.

Como funciona o custo?

O atendimento é particular, com emissão de recibo para reembolso junto ao plano de saúde. O planejamento — hospital, equipe e o que está incluído — é definido na consulta, depois da avaliação.

Sou de fora de São Paulo. Dá para começar a distância?

Sim: a avaliação inicial pode ser feita por teleconsulta, com os exames já realizados, e a viagem é organizada com o planejamento definido. Como funciona a teleconsulta

Depoimentos

Quem foi atendido, recomenda

O acompanhamento pré e pós-operatório é feito no consultório, com suporte da equipe a todas as demandas do paciente.

★★★★★
Mais de 900 avaliações 5 estrelas no Doctoralia, o maior site de consultas do país
★★★★★

Gostaria de expressar minha imensa satisfação com o atendimento prestado pelo Dr. Luiz Vicente Rizzo Castanheira. Já realizei cirurgias no nariz com ele, e o resultado foi excelente! Desde a primeira consulta, ele demonstrou extrema competência, paciência e atenção aos detalhes, sempre explicando todo o processo de forma clara e acolhedora. A cirurgia foi um sucesso, e o pós-operatório ocorreu sem nenhuma complicação. Recomendo o Dr. Luiz de olhos fechados para quem busca um profissional dedicado e experiente.

IC
Igor ChavesOpinião verificada · jan/2025
★★★★★

Dr Luiz Vicente é um médico diferenciado. Muito calmo, ele realmente cuida dos pacientes. Fiz o tratamento e a cirurgia de desvio de septo com ele. Desde a primeira consulta, até as consultas do pós operatório ele sempre foi muito atencioso e preocupado com a melhora e bem estar dos pacientes. Indico ele de olhos fechados. Muito obrigado Dr. Luiz.

FD
Felipe DelgadoConsulta verificada · jul/2024
★★★★★

O dr. Luiz foi um verdadeiro achado para a minha família. Ele cuidou da minha filha depois de muitas otites seguidas, a operou e está fazendo um pós-operatório maravilhoso. Sempre muito atencioso, detalhista, cuidadoso e tem um jeito incrível com as crianças. Eu recomendo ele demais!

MS
Mariana ScarfoniConsulta verificada · fev/2025
★★★★★

Eu gostaria que todos tivessem a mesma oportunidade que tive, de serem atendidos por este profissional. Atencioso, competente e humano. Dr Luiz curou com muita assertividade um problema de saúde que tinha com muita frequência, que outros médicos encaminharam para cirurgia, mas que ele resolveu com atenção e muito cuidado. Curou meu esposo e também tratou minha filha, com total competência. Sempre indico o Dr Luiz para quem precisa.

RA
Renata AlencarOpinião verificada · ago/2024
★★★★★

Atendimento além de excelente! O Dr. Luiz não só me tranquilizou como também sanou minhas dúvidas de forma calma e atenciosa. Tirou meu medo e foi muito respeitoso. Além disso, a avaliação foi perfeita! Sempre que eu precisar de um Otorrino, tenho certeza de quem eu irei procurar! Nota 1000

AB
Andrey B.Consulta verificada · fev/2025
★★★★★

Atendimento extremamente cordial desde a recepção, o Dr. Luiz além de muito simpático é atencioso durante toda a consulta, explicando o diagnóstico e a medicação com muita atenção. O tratamento está sendo eficaz, sem dúvida recomendo o profissional.

A
AdaianaConsulta verificada · jul/2024
★★★★★

Médico muito atencioso, ele sabia exatamente o que eu estava sentindo! Calmo e sabe o que faz! Atendeu minha filha junto comigo, deu a maior atenção pra ela! Recomendo demais! Voltarei

J
JoiceConsulta verificada · jul/2024
★★★★★

O Dr. Luiz Vicente é um excelente profissional. Mesmo estando em outra cidade, o teleatendimento resolveu todos os meus sintomas, e dessa vez não foi necessário me deslocar até o consultório para uma avaliação presencial. Gostei muito da sugestão de uma avaliação presencial caso houvesse piora. Recomendo muito a consulta!

MA
Maria Alice BorgesConsulta verificada · jul/2024
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